A escolha errada de um ponto comercial pode acabar com a operação

Por: Priscila Zuin
Em: Franquias – Pequenas Empresas & Grandes Negócios – Quinta-feira, 19 de março de 2015

Problemas de gestão e relacionamento podem afetar o negócio

Problemas de gestão e relacionamento podem afetar o negócio (Foto: Shutterstock)

As microfranquias são negócios com investimento máximo de R$ 80 mil, que podem ser abertos em casa, sem ponto comercial. Hoje, elas representam 14,7% do setor, com 433 redes formatadas neste perfil. A cada ano, as microfranquias atraem mais empreendedores e crescem.

Entre 2013 e 2014, o aumento em número de redes foi de 12,8%, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). O crescimento é expressivo, mas a taxa de mortalidade também. A ABF calcula que 8,4% das franquias com baixo investimento deixam de existir – contra 3,7% das franquias convencionais. Para não fazer parte da estatística, a ordem é pesquisar.

Jaqueline Prandini, 33, seguiu este caminho. Antes de investir 80 mil reais em uma microfranquia da Emagrecentro, a empreendedora procurou outras redes. “A gente olhou outras franquias na área de estética, como Onodera, Silhuets e PelloMenos. E conversamos muito com a franqueada da Emagrecentro de Porto Alegre”, diz. Com a sócia Graziela Romanini, Jaqueline abriu há dois meses uma unidade no Rio de Janeiro.

A troca de experiências com franqueados atuais foi essencial para a decisão. “A gente falou sobre faturamento, processo de abertura, equipamentos e procedimentos. Fizemos inclusive um estágio de uma semana com ela lá, para entender o funcionamento desde a chegada até a saída do cliente”, afirma.

Para José Rubens de Oliva Rodrigues, diretor de microfranquias da ABF, em um cenário de economia desfavorável mais gente deve buscar este tipo de negócio. “A microfranquia entra como uma forte tendência, já que é mais seguro do que empreender sozinho”, diz Rodrigues.

José Carlos Fugice, sócio-fundador e diretor de desenvolvimento de negócios e relacionamento da consultoria Goakira, reforça esta posição. “Esse mercado, mais ou menos do meio do ano passado para cá, vem sendo impulsionado pela crise. Pela situação econômica, os investidores começaram a procurar oportunidades mais acessíveis e os franqueadores criaram outros formatos”, diz Fugice. Confira abaixo algumas dicas para escolher sua microfranquia.

Faça uma autoavaliação

Atitudes empreendedoras, determinação, persistência. Para comandar uma microfranquia, o empresário precisa ter estas e outras características. “Isso permite que ele tenha chances de sucesso maiores. Vale mais do que ter experiência no ramo”, diz Rodrigues.

Avalie se você está disposto a se dedicar ao negócio e se tem afinidade com a área. “Não adianta abrir franquia que não tem afinidade nenhuma. Se você não serve para ter franquia de prestação de serviço, vai acabar se frustrando e não vai se dedicar. É preciso consciência antes de fazer um investimento”, afirma Fugice. É essencial também que o franqueador avalie o candidato à franquia. “Ele precisa fazer uma avaliação do franqueado pelas suas competências, não só pelo dinheiro”, diz o diretor da ABF.

Pesquise

Pesquisar é o próximo passo para não cair em uma roubada. “A primeira coisa é verificar se a rede segue a Lei do Franchising”, afirma Rodrigues. A lei de franquias determina que as redes entreguem um documento chamado Circular de Oferta de Franquias (COF) aos empresários.

Na COF estão todas as informações relevantes para o investimento, como dados financeiros e os contatos de franqueados, atuais e antigos. “Tem que conter informações integrais de despesas, plano de custo da empresa, cronograma de investimento, características do negócio, os últimos dois balanços e a relação de franqueados atuantes e desistente nos últimos 12 meses”, diz. O franqueado precisa ter isso em mãos 10 dias antes de assinar o contrato.

Outra dica é verificar se a rede é associada à ABF. “Significa que ela já passou por um crivo da Comissão de Ética”, afirma. Nesta pesquisa é importante também incluir conversas com os franqueados, como fez Jaqueline. Esta troca de experiências ajuda a tomar decisão. “Conversar com os franqueados de sucesso pode gerar bons exemplos de empreendedorismo. Eles podem te direcionar para um caminho que vai solucionar as dúvidas”, diz Rodrigues.

Alinhe as expectativas

Se você espera investir R$ 20 mil e faturar R$ 200 mil é melhor repensar sua escolha. Para Fugice, problemas de expectativa estão entre os piores para os empreendedores. “Existe um ponto importante que é o investidor ter o real entendimento e alinhar as expectativas em relação a esse negócio: quanto dinheiro vai investir, qual o retorno, qual o nível de dedicação exigido e se está alinhado ao que procura”, diz Fugice.

Nestas operações, o franqueado precisa cumprir o papel de funcionário e dono. Por exemplo, para uma microfranquia de lavagem de veículos é possível que o próprio empreendedor precise realizar o serviço. “A franqueadora tem que prover esse know-how. Por isso, é importante fazer uma pesquisa com os franqueados que estão indo bem e perguntar se o treinamento foi suficiente para ter sucesso”, afirma Rodrigues.

FONTE: http://revistapegn.globo.com/Franquias/noticia/2015/03/4-erros-que-sao-fatais-para-franquias.html

Goakira Consultoria
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A GOAKIRA é uma consultoria comprometida com os resultados de seus clientes. Cujas áreas de expertise são o franchising, aumento de produtividade e pesquisa de mercado.

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