A ABF (Associação Brasileira de Franchising) registrou no último ano um crescimento de cerca de 21% no número de unidades franqueadas com relação a 2010. Em dois anos, o mercado aumentou seu faturamento em mais de 27 milhões de reais e gerou perto de 163 mil empregos diretos.

O mercado aponta ainda certa segurança para este modelo de empreendimento. Enquanto 30% dos negócios próprios fecham as portas no primeiro ano de existência, apenas 3% das franquias têm o mesmo destino.

Mas não é somente a estabilidade e o aquecimento do setor que devem ser levados em consideração na hora de escolher ser franqueado. Escolher a marca que será franqueada vai além de verificar as promessas de lucro da rede. É preciso ter o perfil para administrar o tipo de produto ou negócio escolhido e se identificar com ele, lembrando sempre que o negócio tomará grande parte da rotina diária do empresário e, por isso ele precisa sentir-se satisfeito com sua escolha. Além disso, é muito mais fácil se dedicar àquilo que se gosta.

Em contrapartida, escolhas baseadas em gostos pessoais costumam falhar. O especialista em franquias José Carlos Fugice, sócio da GoAkira Consultoria explica que ter comprometimento com a marca é diferente de gostar e se identificar com ela enquanto consumidor.

Ao abrir uma franquia o empresário precisa ser empreendedor, porém não é recomendado que tenha essa veia muito aguçada. “As regras e ações das franquias já vêm prontas com a marca. Ser um profissional que anseia por muitas mudanças pode gerar frustrações”, completa Fugice.

Porém não basta somente confiar na marca e esperar que ela caminhe sozinha. A boa administração e táticas acertadas, como escolha correta do local de atuação são fatores que contribuem para o sucesso da franquia. Ainda assim, persistência e determinação são essenciais para não desanimar nos primeiros meses do negócio.

Há cinco anos a arquiteta Sara Janini Almeida encontrou na franquia uma forma de negócio prática e que atendesse seu objetivo de ter uma renda extra. A franqueada buscou uma marca na qual confiasse e concordasse com os termos para franqueados e hoje lucra de R$ 2 a 3 mil por mês com uma loja de acessórios para casa.

O especialista recomenda ainda que o empresário seja cuidadoso quanto ao franqueador. É preciso questionar se ele tem conhecimento de mercado, se dará o suporte e assistência que promete ao franqueado. Uma boa dica é conversar com franqueados da rede. “Via de regra, os colegas são abertos a falar sobre suas experiências com relação à marca, e essas conversas formam uma boa base para a decisão”, completa.

Observar seu capital disponível e ter um bom planejamento financeiro são fatores essenciais. Para isso, é prudente investigar a rede e questionar sobre as perspectivas de lucro, garantindo que haja capital de giro suficiente para se manter enquanto não colhe os resultados da empreitada.

Franquias da moda são uma via de mão dupla. O que está em alta hoje pode não ser tão bem recebido pelo público daqui dois anos e o franqueado deve questionar quais os planos da marca caso haja diminuição do fluxo de consumo. “Se a proposta de negócio não tiver longevidade, pense à frente e veja se vale a pena o investimento, já que a maioria dos contratos é de cinco anos ou mais, dependendo da previsão de retorno”, alerta Fugice.

Do outro lado

Na outra ponta desta cadeia está o franqueador, que encontra na abertura de franquias a oportunidade de expandir seu negócio e difundir sua marca por meio de outros empresários, de uma maneira menos dispendiosa.

Além de saber administrar o capital e as novas unidades, o franqueador terá que ter disposição para lidar com os empresários que investiram seus recursos naquele negócio e cuidar para manter os padrões da marca, como qualidade e atendimento.

Feito isto, ter um negócio com terceiros à frente cresce mais rapidamente que ter uma rede de lojas próprias.

Em 2005, o empresário Glauber Madureira fechou as portas de seis das sete lojas da sua marca de puffes para se dedicar às franquias e já conta com mais de 50 lojas espalhadas pelo Brasil. “Nosso lucro é baseado nas vendas dos franqueados e a parceria torna o acordo ótimo para ambas as partes”, afirma.

Por R$ 55 mil é possível abrir uma franquia da Puffolândia e a marca oferece suporte que vai desde a escolha do ponto até o dia a dia da loja, oferecendo ainda assistência para inauguração.

Fonte:Ticket e Gestão (http://www.ticketegestao.com.br/portal/ticketgestao/pequenas-e-medias/mundo-pme/franquia-e-a-sua-praia-.htm)

Goakira Consultoria
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A GOAKIRA é uma consultoria comprometida com os resultados de seus clientes. Cujas áreas de expertise são o franchising, aumento de produtividade e pesquisa de mercado.

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